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Quanto valorizou o apartamento em Maringá nos últimos 3 anos?

Maringá ficou em 3º lugar no Brasil em valorização imobiliária em 2025 (CBIC/Brain). Veja os dados de fontes independentes, o que as obras concretas mostram e os fatores que sustentam a valorização do m² na cidade.

Em outubro de 2025, um estudo do CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção) com dados do Sinduscon Norte-PR e Secovi Norte-PR classificou Maringá em 3º lugar no Brasil em valorização imobiliária — à frente de capitais e de cidades com mercados muito mais conhecidos nacionalmente. O dado é baseado em preços reais de venda, não apenas em anúncios.

Para quem acompanha o mercado de perto, a posição não surpreende. Para quem pesquisa um apartamento pela primeira vez, levanta a pergunta óbvia: quanto isso representa em reais? Este artigo reúne o que existe de dados públicos, com transparência sobre as limitações de cada fonte.

O que os índices nacionais mostram

Maringá não faz parte do FipeZap, o índice mais citado para mercado imobiliário no Brasil. O índice monitora 56 cidades e usa critérios de volume de anúncios para incluir ou excluir praças — Maringá ainda não atingiu o limiar.

Os dados nacionais do FipeZap servem como referência de contexto:

AnoFipeZap (imóveis à venda)IPCA (inflação)
2022+6,1%+5,8%
2023+4,8%~4,6%
2024+7,7%~4,8%

Em todos os três anos, imóveis residenciais bateram a inflação no agregado nacional. 2024 registrou a maior alta em 11 anos no índice.

O IGMI-R (Índice Geral do Mercado Imobiliário Residente), calculado pela Fipe com outra metodologia, mostrou +12,9% em 12 meses em 2023 — mais que o dobro do IPCA do período (3,9%). A diferença entre os dois índices reflete metodologias distintas, mas ambos apontam na mesma direção: imóveis acima da inflação nos últimos três anos.

O que aconteceu especificamente em Maringá

O volume de negócios

O mercado de Londrina e Maringá combinado movimentou R$ 3,3 bilhões em Valor Geral de Vendas (VGV) em 2024 — R$ 1 bilhão a mais que em 2023. As vendas de imóveis em Maringá cresceram 20% em termos nominais em relação ao ano anterior.

O pipeline é outro indicador relevante: os empreendimentos em construção saltaram de 62 em 2022 para uma projeção de 109 em 2026. Isso reflete a confiança das construtoras na demanda — mas também um aumento de oferta que pode pressionar os preços em sentido contrário nos próximos anos.

O que as obras concretas mostram

Uma análise publicada pela PRC Empreendimentos em parceria com a SUB100, usando dados de empreendimentos entregues em Maringá, calculou a taxa de valorização entre o preço de lançamento e o de entrega das chaves:

EmpreendimentoPeríodoTaxa anual equiv.
Haus 44 Residence3 anos~19%/ano
Four Season6 anos~15%/ano
Seven Residence7 anos~14%/ano
Le Monde8 anos~12%/ano

A poupança no mesmo período rendia em torno de 6,2% ao ano.

Importante: esses são empreendimentos selecionados — não uma média de mercado. Obras com boa localização, construtora consolidada e lançamento em bom momento tendem a aparecer nesses rankings. A variação real entre empreendimentos pode ser grande.

Por que Maringá aprecia

Alguns fatores estruturais explicam por que a cidade sustenta valorização acima da média nacional mesmo sem a visibilidade de capitais:

Ancoragem de renda. A Universidade Estadual de Maringá (UEM) e um polo médico regional de alcance de todo o norte do Paraná sustentam demanda por imóvel de bom padrão. A cidade tem renda per capita alta para o interior e atrai compradores de municípios menores da região.

Restrição de oferta nas melhores zonas. A Zona 3 (entorno da UEM e Av. Guedner) e a Zona 7 têm terrenos escassos e são onde se concentra o produto mais caro. Novos empreendimentos nessas áreas precisam pagar caro pelo terreno, o que sustenta o preço por m² do estoque existente.

Crescimento do segmento econômico. O MCMV (Minha Casa Minha Vida) respondeu por apenas 5% do VGV de Maringá em 2023 e saltou para 12% em 2024. Isso sugere uma base de compradores mais ampla sendo incorporada ao mercado formal — o que expande o mercado total sem necessariamente pressionar o segmento médio-alto para baixo.

Demanda regional. Maringá atrai compradores de cidades do norte e noroeste do Paraná que buscam a infraestrutura de uma cidade grande sem os preços de Curitiba ou São Paulo. Esse fluxo externo sustenta parte da demanda.

O que esperar nos próximos anos

O pipeline crescente (109 obras previstas para 2026) é o principal fator de atenção. Mais oferta significa mais escolha para o comprador — e pode moderar a valorização de empreendimentos prontos ou na entrega.

Para quem compra pensando em valorização, isso reforça a lógica do lançamento: entrar mais cedo, quando o preço por m² ainda reflete o risco da obra, é historicamente a janela com melhor custo por metro. Conforme a obra avança e a entrega se aproxima, o desconto se reduz.

Para quem compra para morar, a valorização passada é um bônus, não a tese central. O que mais importa é o ajuste entre a planta, a localização e o horizonte financeiro de curto e médio prazo.


Os dados de preço por m² por bairro — e a evolução ao longo do tempo — estão disponíveis em tempo real na tabela de preço do m². Para simular as duas fases de pagamento de um imóvel na planta, use a calculadora.

Perguntas frequentes

Não há um índice oficial exclusivo para Maringá. O que existe: em 2025 (Jan–Out), a CBIC classificou Maringá em 3º lugar nacional em valorização imobiliária, baseando-se em preços reais de venda. Em obras específicas monitoradas em Maringá, a taxa anual equivalente (lançamento → entrega) variou de 12% a 19% ao ano dependendo do empreendimento e do período.

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